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Japão acaba de se tornar o primeiro país a colocar sondas móveis num asteroide

Japão acaba de se tornar o primeiro país a colocar sondas móveis num asteroide

Imagem ilustrativa: JAXA

Em 2014, a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) lançou a nave espacial Hayabusa 2 numa viagem de quatro anos até Ryugu, um asteroide a quase 320 milhões de quilômetros da Terra. A espaçonave está em órbita ao redor do asteroide desde junho e, na manhã de sexta-feira (21), despachou dois robôs para a superfície do asteroide.

A confirmação do pouso seguro dessas sondas marcará a primeira vez que um robô manobrável aterrissa na superfície de um asteroide.

Fotos da nave espacial Hayabusa 2, tirada em 21 de setembro de 2018, enquanto os robôs são enviados para a superfície do asteróide. Esta foto foi tirada a cerca de 75 metros acima da superfície. Imagem: JAXA

Os dois robôs da JAXA, chamados MINERVA-II1 A e B, navegam usando um mecanismo de “salto”. Usando uma forma mais tradicional de locomoção, como rodas ou rastreadores seria impossível, porque a gravidade em Ryugu é muito fraca. Assim que o jipe-sonda com rodas começasse a se mover, ele teria começado a flutuar para cima. De acordo com a JAXA, quando os robôs saltam, eles ficam no ar por até 15 minutos de cada vez e podem se mover por 12 metros por salto.

A primeira vez que uma espaçonave aterrissou na superfície de um asteroide foi em 2001, quando a missão NEAR da NASA pousou em Eros. Desde então, várias missões foram implantadas em asteróides e cometas, mas nenhuma das sondas teve a capacidade de se mover quando pousaram na superfície.

Os robôs MINERVA-II são minúsculos. Image: JAXA

Os dois robôs têm um total de sete câmeras entre eles, que serão usadas para criar uma imagem estéreo da superfície de Ryugu. Mais tarde, na missão, a Hayabusa 2 enviará um terceiro robô MINERVA-II para a superfície do asteroide, bem como o módulo de pouso MASCOT, desenvolvido pela Alemanha e pela França.

Antes do Hayabusa 2 partir do asteroide, ele voará próximo a sua superfície com um dispositivo de amostragem e disparará uma pequena bala no asteroide para coletar as partículas que serão ejetadas durante o impacto. Para obter uma amostra de asteroides mais profunda, a espaçonave também lançará uma pequena carga explosiva na superfície e uma câmera capturará a explosão em vídeo. A espaçonave terá que esperar por quase duas semanas para que os escombros da explosão se acomodem, ponto em que ela descerá para a cratera da explosão, coletará uma amostra e então começará sua jornada de retorno à Terra.

A Hayabusa 2 deverá retornar ao Japão no final de 2020.

(Fonte)


Este é um passo importante para a humanidade, pois a exploração e posterior mineração de asteroides é algo que se tornará essencial à medida que os recursos minerais de nosso planeta se esgotam.

n3m3

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