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ESA revela o mais detalhado mapa estelar de nossa galáxia, com 1,7 bilhão de estrelas

A ESA acaba de produzir o catálogo estelar mais completo da Via Láctea até a data, com medições de alta precisão de quase 1,7 bilhões de estrelas, com detalhes incríveis nunca antes vistos.

A Grande Nuvem de Magalhães (LMC), uma das galáxias mais próximas de nossa Via Láctea, conforme vista pelo satélite Gaia da ESA, usando informações da segunda divulgação de dados da missão. Crédito de imagem: ESA

Segundo o que foi reportado, cerca de 450 cientistas e engenheiros de software participaram da tarefa de criar o mapa estelar completo de nossa galáxia. E isso inclui 1,3 bilhão de fontes de luz.

 

Os dados foram coletados pela sonda Gaia da agência espacial, que foi lançada no espaço em 2013.

O GIF acima mostra as órbitas de quatro aglomerados globulares (NGC 104, NGC 288, NGC 362 e NGC 1851) , mostrada em azul, e três galáxias anãs (Carina, Bootes I e Draco), mostradas em vermelho, ao redor da Via Láctea, conforme a imagem da espaçonave Gaia. Crédito de imagem: ESA / Gaia / DPAC. Via GIPHY

A análise revelou detalhes sobre a composição estelar da Via Láctea, inclusive como as estrelas se movem, o que é importante para investigar como nossa galáxia se formou e evoluiu.

A notícia é empolgante, já que a Agência Espacial Européia – baseada em Paris – revelou que astrônomos profissionais e amadores terão a oportunidade de acessar os novos dados e caçar descobertas em nossa galáxia.

Gaia é única e, ao contrário do telescópio Hubble da NASA que tira imagens do céu, ela tem a capacidade de medir a distância, movimento, brilho e cor das estrelas na nossa galáxia.

Os detalhes recém-coletados permitirão que astrônomos e engenheiros de software criem novos mapas, incluindo asteróides em nosso sistema solar, bem como gráficos em 3D de estrelas próximas.

A sonda Gaia reuniu observações para essa vista panorâmica da Via Láctea e das galáxias vizinhas entre julho de 2014 e maio de 2016, liberando os dados em 25 de abril de 2018. Esta imagem mostra todas as cores e brilho das estrelas (acima) , a densidade total de estrelas (meio) e a distribuição de gás interestelar e poeira através da galáxia (embaixo). Crédito da imagem: ESA/Gaia/DPAC

Os novos dados reunidos pela Gaia incluem a posição, a distância e o movimento de mais de um bilhão de estrelas, bem como medidas de alta precisão de asteroides em nosso próprio sistema estelar e estrelas bem além da Via Láctea.

Günther Hasinger, diretor de ciência da ESA, disse em uma declaração por escrito:

As observações coletadas pela Gaia estão redefinindo os fundamentos da astronomia.Gaia é uma missão ambiciosa que depende de uma enorme colaboração humana para dar sentido a um grande volume de dados altamente complexos. Isso demonstra a necessidade de projetos de longo prazo, para garantir progresso na ciência e tecnologia espaciais e implementar missões científicas ainda mais ousadas nas próximas décadas.

Os dados coletados compreendem um período entre julho de 2014 e 23 de maio de 2016. O primeiro lançamento cobriu um ano de observações e foi lançado em 2016 e continha distâncias e movimentos de cerca de 2 milhões de estrelas.

O novo lançamento demonstra com grande precisão em torno de 1,7 bilhão de estrelas com precisão sem precedentes.

Para entender o quão precisas são as medidas, para algumas das estrelas mais brilhantes da nova pesquisa, o nível de precisão é igual aos telescópios na Terra observando uma moeda na superfície da lua.

Anthony Brown, da Universidade Leiden na Holanda, disse:

O segundo lançamento de dados Gaia representa um enorme avanço em relação ao satélite Hiparcos da ESA, antecessor de Gaia e a primeira missão espacial para astrometria, que pesquisou cerca de 118.000 estrelas, quase trinta anos atrás.

O grande número de estrelas sozinho, com suas posições e movimentos, tornaria o novo catálogo de Gaia bastante surpreendente. Mas tem mais. Este catálogo científico exclusivo inclui muitos outros tipos de dados, com informações sobre as propriedades das estrelas e outros objetos celestes, tornando este lançamento realmente excepcional.

(Fonte)


Estamos falando aqui de 1,7 bilhão de estrelas somente na nossa galáxia. Não estão sendo contabilizadas as estrelas das bilhões, quiçá trilhões de galáxias existentes em todo o Universo, se é que ele é finito. E se for finito, o que há depois dele?.

Mesmo se cada uma dessas estrelas somente tenha um único planeta em sua órbita e já foi provado que há muitos mais) ainda tem alguns seres humanos que acreditam só haver vida na Terra em toda essa imensidão. Se isso for verdade, é um verdadeiro desperdício de material, não?  

n3m3

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