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Espaço do Leitor: Algumas considerações sobre OVNIs ou UFOs

considerações sobre OVNIs ou UFOs

O assunto parece oportuno em virtude dos noticiários mais frequentes de objetos que saem fora dos nossos recursos normais de ESTUDOS E PESQUISAS, ainda que se situem no nosso nível de observação ou constatação. A questão, contudo, é que essas observações não são novas e a história está repleta delas, apenas que não havia recurso praticamente algum para se constatar, e que entendemos hoje estar no âmbito da ciência como está estruturada.

O reducionismo trouxe como contribuição que tudo há que ser constatado em particular pela ciência. O que não for, se dividiu em algumas posturas básicas, OU NÃO EXISTE OU NÃO SE TEM EXPLICAÇÃO OU SÃO FRAUDES etc. Quanto mais a ciência, ou melhor, os cientistas se enclausurarem em conceitos dogmáticos, menos claros se tornam fenômenos até comuns, que não temos recursos para estudar, observar etc. O maior cego é aquele que não quer ver.

Some-se a isso que, em geral, essas observações nunca são de forma geral, isto é, para todo o mundo. O que torna outro “mistério para a religião e enigma para a ciência”, e o que se vai argumentar é que se trata na realidade de admitir premissas equivocadas que nos levam a concluir também de forma equivocada.

O mistério na religião é construído através do misticismo típico dos pajés que na realidade sempre deram suporte aos sistemas de governos, ainda que baseados no que entendemos como religião. Pajé é o mesmo que o “religioso profissional”, e desde a antiguidade, os pajés sempre deram suporte ao “governante ou cacique”, e não é muito diferente até mesmo hoje. Quando surgiram os “governos de sociedades” como Mesopotâmios e Egípcios como origem das civilizações ocidentais, surgiram os “imperadores e suas cortes”, na realidade, o cacique e seus pajés.

Acontece que por vários milênios, os conhecimentos eram de fatos “enclausurados” nos pajés, que de fato deram origem às igrejas. Estas de fato deram origem às religiões, ainda que se possa pensar o contrário. Na realidade, na ciência aconteceu algo semelhante. A ciência como conhecemos hoje foi efeito do capitalismo, em particular, depois da Revolução industrial, onde se ampliaram nossa capacidade de observar, constatar etc. Até o evento do capitalismo os conhecimentos praticamente se localizavam entre os muros do conventos e mosteiros (Ocidente), e na realidade, os grandes pensadores que deram origem à ciência, foram “forjados” dentro da religião, através da igreja.

Esse preambulozinho foi para explicar porque objetos não identificados sempre existiram, o que fazia falta era nossa capacidade de observar, constatar e até estudá-los.

Especificamente, o que nos incomoda hoje, não incomodava toda a humanidade há séculos, através do que há muito tempo se apresentava como “fantasmas” ou coisa similar. No terreiro de Umbanda que frequento, perguntado à entidade da “igreja” (terreiro é uma igreja) sobre os tais OVNIS quanto surgiram reportagens sobre Varginha (MG), ela simplesmente nos respondeu:

– “Vocês acham que a Estrela de Belém foi de fato uma “estrela”, e ainda por cima, inteligente?”

E isso, pelo menos para mim, explicou tudo.

O evento da ciência reducionista ou cartesiana contrapôs os religiosos e os cientistas, como se fossem duas “raças diferentes” e inimigas. O fundo disso está nos dogmas de fé, que não existem nem na ciência, nem na religião e nem nas artes, mas apenas nas pessoas que se tornam profissionais nos respectivos acervos de conhecimentos acumulados na humanidade, que são como minha presunção, ARTES, RELIGIÃO E CIÊNCIA, na ordem como de fato surgiram na humanidade. A grande questão sobre os óvnis é que se procuram entendê-los através da visão focada em um ou outro acervo de conhecimentos.

Na atualidade, os OVNIS se apresentam de forma muito semelhante aos nossos artefatos aéreos (aviões, foguete, balões etc.) e parecem ser “artefatos especiais” com comportamento que não se comportam conforme as leis que conhecemos, principalmente no que se refere aos movimentos. A religião, tratando-se de coisa observável de fato, se mantém “silenciosa”, e a ciência não encontrando explicação ou leis que expliquem, admite as revelações ou palpites dos cientistas sobre isto ou aquilo, até mesmo colocando na vala comum de mentiras, fraudes etc. Como sobra se torna um prato cheio para observadores, experimentadores, reportagens, histórias etc. etc. Então, se torna de fato esporadicamente assunto para os noticiários, inclusive internacionais. O que se observa como fato é que a quantidade de observações se torna hoje tão vasta, que é impossível que a ciência não o considere como objeto de fato a ser objeto de experimentos e observações mais “oficiais”.

Mas há que se voltar ao outro aspecto dos OVNIS, que é de fato ser parcial e não geral. Todos os casos são vistos ou observados por algumas pessoas, e sequer percebidos por outras praticamente nas mesmas condições. E isto parece que não foi objeto de considerações pelos cientistas. Também a Estrela de Belém foi claramente vista pelos Reis Magos, mas não se tem notícia que fosse observada claramente por outros, mas se foi, não foi por todos. A mesma coisa com os tais fantasmas.

Então, se não juntarmos os conhecimentos das Artes, da Religião e da Ciência, ficamos juntando palpites sem fundamento racional para qualquer conclusão.

As religiões falam desses fantasmas desde a antiguidade, na Bíblia sobre os anjos, histórias mirabolantes que só podem ser compreensíveis como “milagres” etc. Há que se entender também que as religiões como acervos de conhecimentos, se tornam de fato uma biblioteca onde se acumulam esses conhecimentos. No campo específico da cristandade, esses conhecimentos começaram com a Bíblia, que foi “melhorada” com o cristianismo, depois com o Islamismo, e por fim, com o espiritismo. Estamos falando de doutrinas, que também tiveram contribuição com os cânones das respectivas igrejas. Igrejas são como as empresas para a ciência. Acho que isso resume de forma clara o entendimento sobre igreja e religião.

Focando em particular o cristianismo como prolongamento da Bíblia, as revelações de ordem tipicamente material, foram aos poucos se tornando mais explícitas e menos “místicas”, enquanto o fundamento básico de todas religiões, permanecem o mesmo e se fundamenta na “moral e ética” de cada indivíduo. Se cada um for melhor, a sociedade também o será, este é o fundamento ou paradigma de qualquer religião (exceto a religião socialista, que prega que se você roubar o que alguém fez, você vai tornara a sociedade melhor, o resultado foi a falência Soviética).

Se alguém ler e, melhor ainda, estudar a Codificação Espírita publicada em 1856, praticamente na mesma época da “seleção natural” de Darwin, ou dos estudos de Mendel na biologia, ou da Tabela Periódica de Mendeleev e tantos outros eventos similares, poderá encontrar a maioria dos “entendimentos” (entender não é saber) dos tais fantasmas, OVNIS etc. São fenômenos “naturais” que chamamos de “outras dimensões”, na realidade, se tratam de leis que se localizam na matéria que não nos é perceptível, e que a própria ciência já calcula ser 96% da matéria do Universo. Quer dizer, conhecemos muito mal os 4% que nos é perceptível, e ficamos embasbacados quando nos deparamos com algo que se localiza nos 96% que sequer temos recurso para ver, constatar etc.

A ciência começa a arranhar esse Universo através do que se chama hoje de “Quântica”, no limiar entre a matéria que podemos perceber com suas leis, etc., e a matéria que não temos recursos para observar, pesquisar etc. E isso está tudo escrito como revelação na doutrina espírita codificada há 160 anos atrás!

Os fantasmas, OVNIS e outros eventos “estranhos e incompreensíveis”, em geral se situam exatamente nessa “dimensão”, que não é dimensão alguma, mas apenas matéria que não temos recursos para observar e constatar.

Mas a doutrina ainda vai mais além. Desmistifica de vez a questão do espírito que de fato transforma um simples organismo material, NUM SER-VIVO, e falta ainda os cientistas se entenderem nisso, que já é entendimento entre os religiosos. O espírito é para o organismo dito “corpo”, o que o motorista, ou o torneiro, ou o operador de computador é para suas respectivas máquinas ou organismos. E vai muito além. Há uma faculdade que foi chamada de “mediunidade” por Kardec (autor da codificação), que torna algumas pessoas mais “perceptivas” do que outras. É como a música, alguns são artistas outras apenas apreciam! A mediunidade ainda não tem uma explicação biológica, mas é revelada no espiritismo como uma faculdade que todos têm (como a música, qualquer pode aprender, outra coisa é ser artista), mais desenvolvida em alguns, e muito menos na maioria, até porque também depende de “treino’, como a música, o esporte, a pintura etc. Na realidade se trata de uma “habilidade” que todos os espíritos têm, mas nem sempre a máquina dispõe de recursos que facilitem essa habilidade. A ciência pode avançar muito mais rápida, se também se aliar aos conhecimentos das religiões, essa é a conclusão óbvia.

Então, voltando aos OVNIS, na matéria “desconhecida” que na doutrina espírita é chamada de “sutil”, também se pode construir “organismos” muito semelhantes ao que conhecemos, inclusive, como “corpos orgânicos” que evidenciam os “seres-vivos”. Aliás, se vai mais longe, o que construímos na Terra pelos homens, são em geral ‘cópias’ até rudimentares do que já existe no Universo que chamamos “espiritual”. Então, não são os OVNIS que são parecidos como nossos aviões etc., mas são estes que são parecidos com aqueles, nas suas formas mais rudimentares. Daí entendermos que esses objetos realizam movimentos impossíveis, impossíveis para nosso nível material.

No outro mundo da matéria “sutil”, as leis são outras. Não existe a questão do tempo como conhecemos, em princípio devido à velocidade que é limitada para nós (velocidade da luz). Se algo pode se movimentar a velocidade infinita, não faz sentido a questão do tempo. E isso tudo está descrito na Doutrina Espírita.

Então, o entendimento dos OVNIS pela ciência passa por juntar nossos conhecimentos científicos, com as revelações religiosas. Qualquer criança do primário não tem dúvida de que um OVNI não é “criatura” de deus algum como querem os “criacionistas”, ou sequer obra de qualquer acaso de algum ET distraído, como gostariam os “evolucionistas”, mas são obras de alguma inteligência inclusive como a nossa, CAPAZ DE CRIAR E FAZER COISAS QUE FUNCIONAM. Simples como é.

Mas entender não é saber. Podemos entender perfeitamente a mágica, sem sequer fazer uma mágica sequer. O entendimento demanda evolução da inteligência que é um atributo do espírito, o ‘saber’ demanda trabalho do ser-vivo, em particular do homem. Entender é inteligência, saber é trabalho da inteligência. Entender o OVNI pode ser simples como se expôs, saber como são ou não feitos, é outra história.

Já descobrimos o DNA, temos a presunção de conhecê-lo perfeitamente o que é mera presunção soberba e orgulhos de alguns cientistas, e o mesmo JÁ FUNCIONA NA TERRA DESDE QUE ELA AQUI EXISTE, há 4 bilhões de anos. Como o DNA, os OVNIS serão melhor compreendidos, quando os cientistas descerem de seus tronos de donos da verdade com suas teorias e palpites, e entenderem que tanto as Artes, como a Religião e a ciência, que foram criadas pelo próprio homem, aqui estão para nos ajudar evoluir com a inteligência, e através desta, COM NOSSO CONHECIMENTO, COM NOSSA TECNOLOGIA ETC.

Agimos ainda como os dois burrinhos amarrados por uma corda curta, para atingir dois fardos de feno em posições opostas. Enquanto não entenderem que precisam “concordância”, não podem comer. A corda curta não é a vilã, que foi usada para outros fins que não foi deixar os burrinhos com fome.

OVNIS são apenas “fantasmas técnicos” que a ciência teima em não entender!

Ariovaldo Batista – engenheiro – 79 anos.


A coluna Espaço do Leitor está disponível para qualquer pessoa que queira expressar seu ponto de vista a respeito do fenômeno dos OVNIs e da existência de vida extraterrestre, bem como assuntos relacionados à história da humanidade e astronomia.

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