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A próxima missão da NASA a Marte em 2018 irá perfurar o solo do Planeta Vermelho

próxima missão da NASA a Marte em 2018

Técnicos suspendem uma parte da sonda InSight para testes na Lockheed Martin em Littleton, estado do Colorado. NASA/JPL-Caltech/Lockheed Martin

A sonda InSight vai mergulhar profundamente no subterrâneo marciano, empurrando dois instrumentos abaixo da superfície que irão retirar as informações das profundezas.

O que há embaixo da superfície em Marte? A próxima missão da NASA tem como objetivo descobrir. O projeto InSight, a primeira missão da NASA para estudar o interior profundo do Planeta Vermelho, está em andamento para um lançamento em 2018, depois de ter demorado dois anos devido a uma questão técnica. Os cientistas esperam que isso ajude a explicar a formação de planetas rochosos, inclusive do nosso.

A InSight deverá ser lançada em algum momento nas cinco semanas após 8 de maio de 2018, com um curso traçado para sua chegada logo após o Dia de Ação de Graças (novembro). A Lockheed Martin Space Systems construiu a nave espacial da missão – uma sonda estacionária que será posicionada perto do equador marciano – e atualmente está sendo testada em uma instalação perto de Denver.

“A sonda está completa e os instrumentos foram integrados a ela para que possamos completar os testes finais da nave espacial, incluindo acústica, implementações de instrumentos e testes de balanço térmico”, disse Stu Spath, gerente de programa espacial da Lockheed Martin, em um comunicado.

Enquanto muitas missões visaram Marte nas últimas duas décadas, os jipes-sondas, sondas orbitais e de pouso envolvidos concentraram-se na superfície do planeta vermelho, examinando recursos como crateras, rochas, regolitos (solo) e vulcões.

Ao contrário de qualquer missão que a precedeu, a InSight irá mergulhar profundamente no subterrâneo marciano, empurrando dois instrumentos aproximadamente três a cinco metros abaixo da superfície, que transmitirá a informação das profundezas marcianas.

Renderização artística da sonda InSight. NASA / JPL-Caltech

O primeiro é um sismômetro cujo desenvolvimento foi liderado pela agência espacial francesa CNES em colaboração com vários outros países, inclusive os EUA. O aparelho é suficientemente sensível para detectar movimentos terrestres que são apenas metade do diâmetro de um átomo de hidrogênio, e seu principal objetivo é gravar “martemotos” (ondas sísmicas) ou impactos de meteoros, o que ajudará a revelar informações sobre as camadas internas de Marte.

O segundo é uma sonda de calor que pode penetrar a pelo menos três metros na superfície para medir a quantidade de energia que vem do interior do planeta.

O objetivo é aprender melhor como se formaram planetas terrestres como Vênus, Terra e Marte. Marte dá uma vantagem especial a este tipo de investigação porque, ao contrário da Terra, as placas tectônicas (que geram terremotos, entre outros fenômenos) não parecem estar ativas no planeta.

“Devido o fato do interior de Marte tem revirado muito menos do que a Terra nos últimos três bilhões de anos, Marte provavelmente preserva a evidência sobre a infância dos planetas rochosos melhor do que o nosso planeta natal”, disse Bruce Banerdt, investigador principal da InSight no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA na Califórnia .

O terceiro componente experimental principal do projeto usará transmissões de rádio entre Marte e Terra para investigar mudanças em como o Marte gira em seu eixo. Isso poderia revelar informações sobre o tamanho do núcleo do planeta vermelho.

Quando uma missão para Marte é adiada por mais de algumas semanas, é preciso esperar mais 26 meses para o lançamento. Isso ocorre porque há somente um curto período a cada 6 meses onde as órbitas da Terra e do Marte trazem os dois planetas em uma posição favorável para o lançamento da nave espacial – o que economiza combustível e tempo de viagem na nave espacial.

A demora de 26 meses da missão InSight veio em parte devido à geometria orbital, bem como a uma questão técnica. A NASA cancelou o lançamento previsto de março de 2016 após descobrir um vazamento em um recipiente que envolve os principais sensores do sismômetro; o recipiente deveria manter um vácuo próximo a esses sensores. Uma nova embarcação a vácuo foi entregue em julho e instalada.

“Corrigimos o problema que tínhamos há dois anos, e estamos ansiosamente preparando o lançamento”, disse Tom Hoffman, gerente de projeto da InSight no JPL

(Fonte)

O que é difícil de acreditar é que com tantas sondas enviadas à Marte nas últimas três décadas, nenhuma delas possui equipamento específico para procurar por vida naquele planeta.  Na verdade desde as sondas Viking de 1976, cujos testes realizados indicaram a presença de vida, parece que a NASA tem medo de fazer esses testes no planeta vermelho.  Aliás, é bem possível que a agência espacial tenha enviado equipamentos com todas as sondas pare esse propósito, já sabem da existência de vida, mas não abrem ao público esta notícia porque poderá causar “transtornos” sociais no planeta.

E sim, há muitas indicações de que Marte ainda possui vida em sua superfície:

5 descobertas científicas, as quais indicam que a vida existiu, ou ainda existe em Marte

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