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Conversar com ETs? Veja porque a matemática pode ser a melhor linguagem

A comunicação entre terráqueos e alienígenas inteligentes deveria ser baseada na matemática – saudações exo-aritméticas que formam uma linguagem compartilhada, dizem alguns pesquisadores.

A ideia é a de que a matemática é tanto parte de nossa humanidade, quando a música e a arte. E é a matemática que poderia ser compreensível – até mesmo familiar – às civilizações extraterrestres, permitindo-nos conduzir uma conversação estelar inteligente.

Carl DeVito, um docente emérito do departamento de matemática da Universidade do Arizona, em Tucson (EUA), propôs uma linguagem baseada em conceitos científicos universais plausíveis.  Recentemente ele detalhou seu trabalho na Conferência de Ciência Astrobiológica 2017, que ocorreu de 24 a 28 de abril em Mesa, Arizona.

Projetar um sinal que atraia a atenção é “claramente” o trabalho da inteligência, e é um problema complexo, disse DeVito ao Space.com. Para explorar estas possibilidades, ele escreveu “Science, SETI, and Mathematics” (Berghahn Books, 2014).

DeVito menciona o famoso matemático alemão, Karl Gauss, o qual sugeriu em 1830 a plantação de grandes trechos de floresta siberiana numa demonstração gráfica do Teorema de Pitágoras.

Vinte anos mais tarde, o astrônomo austríaco Joseph von Littrow foi  perspicaz, querendo desencadear valetas cheias de querosene no Deserto do Saara, as quais tomariam o formato de várias figuras geométricas.

Ambos cientistas pensaram que tais enormes demonstrações na Terra certamente iriam captar a atenção de vida inteligente lá fora. Fazendo assim, eles raciocinaram, seria comunicar a aptidão intelectual do nosso planeta. (Nenhuma dessas ideias foi executada).

 

Interesse mútuo

DeVito disse:

O conceito de  primeiro atrair a atenção e depois mostrar o significado é, talvez, a melhor forma de resolvermos este problema. Talvez a inteligência extraterrestre terá ideias similares, e assim se fará conhecida para nós.

O matemático sugere que, para duas sociedades serem capazes de fazer um intercâmbio preciso e científico de informação científica de mútuo interesse, eles primeiro devem aprender as unidades de medida uma da outra.

Junto com o linguista R. T. Oehrle, DeVito desenvolveu uma linguagem para esse exato propósito, potencialmente permitindo que as civilizações de diferentes sistemas estelares reportem umas à outras as massas de seus planetas, a composição química de suas atmosferas, ou a produção de energia de suas estrelas.

Ele disse:

Isto, é claro, tem como base algumas suposições. Nestas suposições estão incluídas:

  • Ambas sociedades podem contar e executar a aritmética.
  • Ambas sociedades reconhecem os elementos químicos e a tabela periódica.
  • Ambas têm feito estudos quantitativos dos estados da matéria.
  • Ambas sabem o suficiente de química para conduzir cálculos químicos.

Com respeito à estas suposições – todas conhecidas pelos humanos já no Século XIX – DeVito disse que podemos comunicar o grama, a caloria, o grau (Kelvin) e nossas unidades de pressão.

 

Dificuldades em potencial

Ainda, há várias dificuldades em potencial que devem ser reconhecidas.

Por exemplo, uma raça alienígena poderá começar com uma geometria diferente, e derivar suas leis do movimento nessa geometria, disse DeVito. Assim, os resultados poderiam ser muito diferentes da formulação das leis que são familiares a nós.  Ele disse:

A matemática do movimento é cálculo diferencial. Podemos presumir que uma raça alienígena compartilha isto conosco? Cálculo diferencial e cálculo integral são tão fundamentais em muitas áreas da ciência, que é difícil imaginar uma ciência sem eles. Mas isto é, talvez, uma propensão humana.

DeVito disse imaginar se uma sociedade alienígena teria algo equivalente à geometria Euclidiana:

Nós, é claro, não podemos saber, mas devemos estar cientes de que a física de uma raça alienígena, mesmo numa área fundamental como a mecânica, poderia ser diferente da nossa de formas sutis, mas importantes.

Similarmente, uma civilização alienígena, em seu desenvolvimento científico, teria modelado seu sistema solar tal como a humanidade, no sistema Copernicano?

Dado o fato de que os alienígenas compreendem a realidade física, DeVito disse que podemos começar construindo uma linguagem e comunicarmos com ET, seja qual for a quantidade de matemática considerada necessária:

O problema – e é um problema difícil – é como prosseguir de uma discussão matemática, para uma discussão de outros aspectos da civilização humana.

Ele disse que é muito importante que o pesquisador multi cultural tenha um papel chave na procura por inteligência extraterrestre.

DeVito reconhece que os terráqueos certamente querem se apresentar como uma raça altamente inteligente. Em nos expormos, queremos ser vistos como uma forma de vida que atingiu muito e aprendeu muito, “mas é sábia o suficiente para perceber que ainda tem muito mais para aprender.”

n3m3

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