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Onde estão todos os ETs? Paradoxo de Fermi sendo derrubado

A questão se a raça humana está só no Universo, ou não, tem estado nas mentes das pessoas desde que começamos a observar e contemplar o grande cosmos.  Especulações abrangem desde devaneios até sérias iniciativas científicas…  É amplamente postulado que pelo menos 20% das estrelas contam com planetas similares à Terra em termos de suprir as condições capazes de suportar a vida, tal como ela é comumente compreendida.

Com pelo menos um quarto de trilhão de estrelas somente na nossa galáxia, a qual é somente uma entre bilhões de outras galáxias, a probabilidade estatística de haver vida alienígena em outros lugares é sobrepujante. Todavia, as melhores tentativas (oficiais) da humanidade de detectar tal vida têm sido em vão, dando surgimento ao Paradoxo de Fermi: Se, estatisticamente, a vida deveria ser tão comum pelo Universo, por que traços dela não foram detectados? (Obviamente, o OH discorda desta constatação, pois quem acompanha todos os artigos desse site já sabe que há inúmeras afirmações de pessoas fidedignas confirmando a visitação extraterrestre ao nosso planeta.) 

Várias explicações têm sido apresentadas como resposta. Estas abrangem desde a razoável (tal como que os requerimentos energéticos forçaram as civilizações avançadas em direção às partes exteriores mais frias das galáxias) até algumas capazes de levantar uma sobrancelha (por exemplo, de que o Universo observável através de um telescópio é somente uma simulação).  Porém, tanto o paradoxo de Fermi quanto as hipóteses dadas para explicá-lo são baseadas em uma presunção crucial, que é a de que a razão de ser de qualquer civilização seja a expansão e a colonização.

As condições consideradas favoráveis para a vida emergir têm existido no Universo por bilhões de anos, certamente tempo suficiente para civilizações similares às dos humanos evoluírem suficientemente para fazerem viagens interestelares e intergalácticas, se assentarem em outros planetas e por toda uma galáxia, e colherem a energia de formas inimagináveis para apoiar tais aventuras, sendo a megaestrutura chamada de Esfera de Dyson uma possibilidade. Se esse for o caso, então a conclusão lógica é a de que deve haver evidência inequívoca de mundos habitados em todos os lugares que os astrônomos olham.  Ao invés disso, o espaço parece ser uma expansão completamente desértica e sem vida.

O problema poderia ser que as extrapolações têm sido baseadas muito no antropocentrismo ou, mais precisamente, no passado planetário do próprio homem. Na história antiga e na moderna, os humanos progrediram através da procriação, consequentemente usurpando cada vez mais território, tanto da natureza quanto de outros humanos, para expandir.  O resultado natural de tal modo de ação é que, logo que a tecnologia se desenvolver o suficiente para permitir, as pessoas irão se mudar para o espaço. Porém, seria este realmente o destino proclamado para o homem?  Certas tendências parecem apontar à uma direção totalmente diferente.

À medida que a sociedade progride e coletivamente se torna mais saudável e mais rica, seus membros provavelmente terão menos filhos. Este é um fato atestado através do desenvolvimento do mundo e, embora a população mundial esteja rapidamente crescendo, a ONU prediz que a população humana alcançará seu pico em meados do Século XXI, sendo que seu número começará a declinar logo após.  À medida que as necessidades básicas de alimentos, habitação, cuidado com a saúde, educação e emprego são satisfeitas, as pessoas voltam as suas atenções para outras metas, tais como a criação de riqueza e o melhoramento da qualidade de vida. Os humanos são capazes de satisfazer uma gama ainda maior de confortos, bem como conquistar cada vez mais desafios para seus confortos, inclusive a doença e a pobreza.

Porém, há um ‘cálice sagrado’ que continua a iludir a raça humana: a imortalidade. Conquistar a morte tem sido uma obsessão desde o início da civilização.  A inabilidade do homem de fazê-lo levou à crença em religião e o sobrenatural. Agora, as soluções para a imortalidade já estão a caminho. Entre muitas ideias, o transhumanismo se posiciona como uma possibilidade real. Se uma maneira for encontrada de ‘digitalizar’ o cérebro de um indivíduo (e com ele, presumivelmente, a consciência do indivíduo), o cérebro digital poderá ser armazenado, para sempre, em qualquer lugar, inclusive num corpo completamente cibernético.  Dados os avanços exponenciais em tecnologia, é somente uma questão de tempo antes que a ‘mecânica’ do corpo humano seja emulada com perfeição, inclusive até as terminações nervosas e capilares.

Colocando de lado a ética, a conveniência e a compreensão de se viver para sempre num corpo cibernético, tornando-se uma raça de seres cibernéticos com cérebros imortais, efetivamente colocaria um basta na expansão numérica humana. Em tal cenário, as pessoas ainda estabeleceriam bases em outros planetas, tanto para explorar seus recursos, como para criar uma rede de salvação, caso a Terra seja destruída.  A curiosidade natural humana também os estimularia a desenvolverem a viagem interestelar para explorar o Universo. (Casualmente, os cérebros digitais nos corpos cibernéticos resolveriam os problemas das distâncias das viagens intergalácticas, como também da radiação cósmica.)  Porém, os transhumanos certamente não embarcariam numa corrida desenfreada e sem fim de colonização: Simplesmente não haveria necessidade para isto.

O transhumanismo não é o único passo possível para a raça humana. Contudo, exceto pela auto-destruição ou encontrar um fim prematuro nas mãos de algum evento cataclísmico, quase todos os hipotéticos cenários vislumbram os humanos que alcançarem um próximo estágio evolucionário de terem uma pequena presença.  Nenhum deles prevê trilhões de humanos atravessando o Universo e estabelecendo postos avançados em todos os cantos.  Contanto que outras supostas civilizações evoluam de forma similar, é aceito pela razão que o Universo não estaria repleto de artefatos alienígenas. Além de uma ocasional visita alienígena, qualquer atividade alienígena seria simplesmente muito discreta para ser notada com o equipamento que temos atualmente em mãos.

Afinal, uma civilização que essencialmente se transformou numa existência microscópica dificilmente seria notada ou ‘notável’ com os telescópios e outros equipamentos usados hoje.  Até mesmo quanto aos pousos alienígenas e sobrevoos, não tem como dizer que eles não aconteceram. A história humana registrada contabiliza poucos milhares de anos, com uma minúscula porção da raça humana, dentro da existência da Terra. Nossa habilidade de detectar qualquer atividade alienígena nem bem se estende a poucas décadas.  Assim, a probabilidade do nosso sistema solar ter sido selecionado para uma enquete alienígena durante as últimas décadas ou séculos, dentro dos 4,5 bilhões de anos que a Terra existe, é insignificante.

Devemos considerar que, apesar de sabermos mais sobre o Universo e sermos capazes e estudá-lo melhor do que qualquer outra civilização anterior, os humanos estão vivendo numa especificação nanoscópica de um espaço vastamente inimaginável, durante uma fração de espaço tempo infinitesimalmente pequena que existiu.

Assim, o Paradoxo de Fermi pode não ser um paradoxo de forma alguma.  O Universo pode muito bem estar saturado de civilizações alienígenas avançadas. É somente que suas populações são tão pequenas e imperceptíveis para terem acontecidas sobre a pequena Terra.

Contudo, como muitos têm declarado, sempre há a possibilidade de que, por seja lá qual for a razão, a humanidade seja na verdade a única instância de qualquer tipo de vida, inteligente ou não, na vastidão do cosmos. Agora, isso seria um pensamento completamente depressivo: Mesmo se os humanos embarcarem numa viagem interestelar algum dia, poderá não haver nada, ou ninguém, para ser encontrado.


Contudo, reitero: Fomos e estamos sendo visitados por inteligências superiores à nossa. O fato é que elas não são insanas para se mostrarem abertamente a um bando de trogloditas beligerantes.

n3m3

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