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Meteorito que pode conter prova de vida em Marte será examinado novamente

Estudos recentes de um detrito cósmico que veio de Marte, conhecido como Allan Hills 84001, pode fornecer evidência de que o Planeta Vermelho uma vez teve as condições certas para criar uma biosfera habitável.

Poderia o controverso meteorito ajudar os cientistas a melhor compreenderem o quão habitável Marte era no passado? Novos estudos do meteorito Allan Hills 84001 – nome dado a ele devido ao local em que foi encontrado na Antártica e que é conhecido por levantar alegações da vida em Marte na década de 1990 – mostra que a história de sua origem inclui pelo menos muita água.

Embora várias missões espaciais estejam orbitando Marte e também existam sondas em sua superfície para procurar por sinais de água na antiguidade, os cientistas também estão estudando os únicos pedaços de Marte que eles podem ter em suas mãos: os meteoritos. O meteorito ALH84001 foi encontrado em 1984 e tem uma composição similar a outros meteoritos de Marte. Com as ferramentas analíticas mais sofisticadas de hoje, os meteoritos são regularmente reanalisadas à procura de novas dicas sobre suas histórias. A investigação mais recente do Allan Hills é somente um exemplo disso.

meteorito marciano

Meteorito marciano ALH84001. Crédito: NASA

Josep Trigo-Rodriguez, um cientista do Instituto de Ciências Espaciais da Espanha, escreveu num e-mail ao site Seeker:

Nosso estudo, e estudos anteriores dos meteoritos mais velhos de Marte, estão mostrando somente a ponta do iceberg.

Trigo-Rodriguez foi coautor de um novo trabalho a respeito do ALH85001, que foi recentemente publicado no periódico Meteoritics & Planetary Science. Ele ainda disse:

Marte pode nos surpreender e certamente precisamos ir até lá e implementar estudos e missões de retorno de amostras aos nossos laboratórios. Estou particularmente convencido de que Marte poderia ter desenvolvido as condições certas para criar uma biosfera, mas a questão a ser perguntada é se o ambiente durou tempo suficiente para criar organismos vivos simples.

O ALH84001 recebeu ampla atenção em 1996 quando uma equipe financiada pela NASA descobriu “vários traços minerais com característica de atividade biológica, e um possível fóssil de organismos primitivos similares às bactérias”, de acordo com a liberação de imprensa da época, sendo publicada com o dramático título: “Meteorito fornece evidência de vida primitiva da antiguidade de Marte”.

Mas estudos subsequentes sugeriram que estas características poderiam ter sido resultado de contaminação da Terra, ou até mesmo de processos abióticos (sem vida), o que diminuiu o entusiasmo da declaração inicial. Hoje, a maioria dos cientistas procura por evidências mais convincentes antes de sugerirem que este ou qualquer outro meteorito uma vez possa ter abrigado a vida.

O estudo de pesquisa de Trigo-Rodriguez, financiado pelo Ministério de Ciências da Espanha, está estudando alguns dos meteoritos mais velhos de Marte para aprender mais sobre os estágios iniciais da evolução do Planeta Vermelho. O ALH84001, que tem aproximadamente 4,5 bilhões de anos, se encaixa nesta qualificação. A pesquisa foi iniciada em 2013 para uma defesa de tese do então aluno de Ph.D., Carles Moyano-Cambero, que estava interessado na atmosfera e na evolução climática de Marte.

Trigo-Rodriguez disse sobre o estudo recente:

Estamos particularmente interessados em compreender as alterações aquosas e descrever os minerais secundários criados nesta Rocha pela ação da água. A meta foi tentar ganhar um discernimento dos primeiros processos que ocorreram em Marte, bem como a ação que a água teve em tal ambiente. Em particular, também estudamos os efeitos do choque e da corrosão para aprendermos sobre o meteorito.

Havia muita água onde o ALH84001 estava – o suficiente para dissolver o carbono, o ferro e o magnésio. A dissolução criou glóbulos de carbonato abioticamente. Os pesquisadores descobriram que os glóbulos de carbonato foram formados por pelo menos duas vezes, mas provavelmente há mais eventos de formação, pois eles veem muitas diferentes camadas de glóbulos de carbonato, com diferentes composições de magnésio e ferro. O meteorito também mostra evidência de vulcanismo que estava acontecendo em Marte na época.

Os pesquisadores também estão analisando meteoritos mais recentes de Marte para aprenderem mais a respeito do período geológico Amazoniano (na Terra), que começou há aproximadamente 3 bilhões de anos e teve condições áridas

n3m3

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