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Plutão está emitindo raio-X e ninguém sabe porque

Plutão tem frequentemente estado nas notícias nos últimos anos, já que está sendo reclassificado como um planeta anão.  Há alguma especulação de que oceanos líquidos podem ser encontrados em Plutão, e que este planetoide tem sido observado interagindo de forma estranha com os ventos solares. Há somente  um mês, uma nova descoberta sobre Plutão colocou a comunidade astronômica para pensar sobre este distante pequeno mundo.

Plutão está se provando como um dos corpos astronômicos mais anômalos.

Plutão está se provando como um dos corpos astronômicos mais anômalos.

De acordo com uma liberação de imprensa do Laboratório Johns Hopkins de Física Aplicada, utilizando dados do Observatório de raio-X Chandra, da NASA, astrônomos detectaram emissões significativas de raio-X saindo de Plutão.  Os raios-X foram detectados pela sonda New Horizons da NASA, durante quatro voos aproximados, feitos de 2014 1 2015.

A sonda New Horizion foi enviada para a fronteira do nosso sistema solar, a fim de estudar Plutão e suas luas.

A sonda New Horizion foi enviada para a fronteira do nosso sistema solar, a fim de estudar Plutão e suas luas.

Os dados dos pesquisadores foram publicados no periódico astronômico Icarus.  De acordo com as descobertas do autor, os raios-X provavelmente não são o resultado de radiação atmosférica, e assim devem estar originando do próprio Plutão:

“Eliminamos os efeitos das auroras como sendo fontes, pois Plutão não possui nenhum campo magnético e o espectrômetro de UV Alica, da sonda New Horizons, não detectou nenhum brilho no ar em Plutão.”

Até agora os astrônomos foram incapazes de determinar o que poderia estar causando as misteriosas emissões de raio-X, mas a interação entre a atmosfera de Plutão e os ventos solares pode ser uma explicação plausível.

Uma imagem liberada pela NASA mostra a assinatura de raio-X detectada pelo Telescópio de raio-X Chandra.

Uma imagem liberada pela NASA mostra a assinatura de raio-X detectada pelo Telescópio de raio-X Chandra.

De acordo com Scott Wolk, do Centro para a Astrofísica Harvard-Smithsoniano, co-autor da pesquisa, esta teoria colocou os astrônomos para repensar muito do conhecimento atual sobre objetos na longínqua parte externa do sistema solar, pois anteriormente era desconhecido que tais corpos distantes poderiam emitir raios-X:

“Antes de nossas observações, cientistas pensavam que era muito improvável que detectaríamos raios-X de Plutão, o que causou um forte debate se Chandra estava realmente observando isto. Antes de Plutão, o corpo mais distante do sistema solar com emissões detectadas de raio-X eram os anéis e o disco de Saturno.”

Esta descoberta complica as teorias atuas sobre a radiação de fundo de raio-X descobertas pelo Universo. Pensava-se anteriormente que os raios-X de fundo fosse algo intrínseco do Universo conhecido, mas esta descoberta fez com que os astrônomos teorizassem que a radiação de raio-X poderia ser o resultado de interações entre forças e objetos no espaço.  Antes que quaisquer conclusões possam ser tiradas, os cientistas terão que fazer uma varredura nos dados que a sonda New Horizons continuará a agregar dos objetos do Cinturão de Kuiper, como Plutão, até 2019.

n3m3

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