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Marte possivelmente tinha atmosfera respirável para humanos no passado

Credito: MSSS/JPL/NASA (PIA18390)

Credito: MSSS/JPL/NASA (PIA18390)

A descoberta de óxidos de manganês nas rochas marcianas poderia estar nos dizendo que Marte uma vez foi mais parecido com a Terra do que anteriormente se pensava.

Um novo trabalho publicado no Geophysical Research Letters revela que o jipe-sonda Curiosity, da NASA, observou altos níveis de óxidos de manganês nas rochas marcianas, o que é uma indicação de que uma vez existiu oxigênio na atmosfera daquele planeta.  Esta pista de mais oxigênio na atmosfera antiga de Marte adiciona às outras descobertas do Curiosity – tal como a evidência de antigos lagos – revelando o quão parecido com a terra nosso planeta vizinho foi uma vez.

“A única maneira na Terra que conhecemos como fazer estes materiais de manganês envolve o oxigênio atmosférico, ou micróbios”, disse Nina Lanza, uma cientista planetária do Laboratório Nacional de Los Alamos (EUA) e autora líder do estudo publicado no periódico American Geophysical Union. “Agora estamos vendo óxidos de manganês em Marte e pensando como é que ele poderia ter se formado”.

ChemCam fez a descoberta

Lanza usa o instrumento chamado ChemCam, que fica no topo do jipe-sonda e foi desenvolvido pelo Los Alamos, para fazer leituras das rochas de Marte e analisar suas constituições químicas.  Este trabalho origina da experiência do Laboratório em construir e operar mais de 500 instrumentos em naves espaciais para a defesa nacional dos EUA, dando ao Laboratório o conhecimento necessário para desenvolver tais instrumentos.  Em menos de quatro anos, desde o pouso em Marte, a ChemCam analisou aproximadamente 1.500 rochas e amostras de solo.

Neste momento, os micróbios são vistos como a última explicação possível para os óxidos de manganês, disse Lanza, mas a ideia de que a atmosfera marciana continha mais oxigênio no passado do que agora parece possível. “Estes materiais com alto conteúdo de manganês  não se formam sem muita água no estado líquido e fortes condições de oxidação”, disse Lança  “Aqui na Terra temos muita água no estado líquido e fortes condições de oxidação, mas não temos depósitos de óxidos de manganês espalhados até que os níveis de oxigênio na nossa atmosfera se eleve devido aos micróbios fotosintetizadores.

“No registro geológico da Terra, a aparência das altas concentrações de manganês é um marcador importante de uma grande mudança na composição da nossa atmosfera, saindo de abundâncias relativamente baixas de oxigênio e indo para a atmosfera rica de oxigênio que vemos hoje.  A presença dos mesmos tipos de materiais em Marte sugere que algo similar aconteceu por lá.  Se este for o caso, como teria sido formado aquele ambiente rico em oxigênio?”

A água em Marte pode ter sido muito mais abundante

“Uma maneira em potencial de como o oxigênio poderia ter ido para atmosfera marciana é através da ‘quebra’ da água quando Marte estava perdendo seu campo magnético”, disse Lanza.   “Acredita-se que naquele tempo da história de Marte a água era muito mais abundante.”

Todavia, sem um campo magnético para proteger a superfície da radiação, as moléculas de água começaram a se dividir em hidrogênio e oxigênio. Devido à gravidade relativamente baixa de Marte, o planeta não foi capaz de segurar os átomos muito leves de hidrogênio, mas os átomos mais pesados de oxigênio ficaram para trás. Muito desse oxigênio entrou nas rochas, produzindo a poeira que hoje cobre a superfície se tornar avermelhada como ferrugem.  Embora o famoso óxido de ferro de Marte requer somente um ambiente levemente oxidante para se formar, óxidos de manganês requerem ambientes altamente oxidantes. Estes resultados sugerem que a as condições de Marte no passado eram muito mais oxidantes (ricas em oxigênio) do que se pensava anteriormente.

“É difícil confirmar se este cenário do oxigênio atmosférico de Marte realmente ocorreu”, adicionou Lanza. “Mas é importante apontar que esta ideia representa uma afastamento de nossa compreensão de como as atmosferas planetárias poderiam se tornar oxigenadas”.

Seria esta descoberta uma indicação da existência de vida em Marte na antiguidade?

O próximo passo deste trabalho é a obtenção pelos cientistas de uma melhor compreensão das assinaturas de manganês não-biogênico, versus manganês biogênico, este último sendo diretamente produzido por micróbios.  Se for possível distinguir entre as duas formas de produção de manganês, esse conhecimento pode ser diretamente aplicado às observações de manganês em Marte, para melhor entender sua origem.

Os materiais ricos em manganês foram encontrados em rachaduras no calcário, preenchidas com minerais na região de Kimberley, dentro da createra Gale, onde o jipe-sonda Curiosity tem estado explorando pelos últimos quatro anos.  Mas este não é o único local em Marte que possui abundância em manganês.  O jipe-sonda Opportunity, que tem explorado Marte desde 2004, também descobriu recentemente depósitos de manganês ao redor de seu local de pouso, a milhares de quilômetros do Curiosity, o que apoia a ideia de que as condições necessárias para formar estes materiais estavam presentes bem além da cratera Gale.

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Fonte: phys.org

Colaboração: Osnir Carlos Stremel Júnior

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