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Um apelo aos veteranos da Força Aérea dos Estados Unidos

OVNIs e mísseis nuclearesO seguinte artigo foi escrito por Billy Cox, e publicado na área de blogs do site do jornal estadunidense Herald Tribune:

Graças à diligente pesquisa, testemunhas e documentos da Quarta Força Aérea (EUA), sabemos agora que os OVNIs estavam presentes no início da era nuclear.  Ou pelo menos eles foram pegos dando uma olhada nas fábricas de plutônio próximas de Hanford, estado de Washington, entre dezembro de 1944 e janeiro de 1945.  As cercas de segurança ao redor do desenvolvimento hiper secreto da maior bomba do mundo mostravam uma grande preocupação, suficiente para reimplantar holofotes, radar, e interceptadores, na esperança de parar alguns destes voos.

Não foi por aí que o documentário de 45 minutos de Robert Hasting “UFOS and Nukes: The Secret Link Revealed” (‘OVNIs e Armamentos Nucleares: A Ligação Secreta Revelada’ – trad. livre n3m3) realmente começou.  De Void menciona isso somente porque o tratamento do vídeo de Hasting – baseado em seu livro de 2008, UFOs and Nukes: Extraordinary Encounters at Nuclear Weapons Sites (‘OVNIs e Armamentos Nucleares: Encontros em Locais de Armamentos Nucleares’ – trad. livre n3m3) –  é meramente a introdução a uma história extremamente estranha e complexa, de pelo menos 70 anos e contando.  Todavia, dentro dessa introdução, incrementada por filmagens arquivadas, recortes de artigos antigos, documentos federais e entrevistas frente a câmeras com 15 veteranos ou empreiteiros, Hastings fornece um tipo de contexto que somente enfartados ou avestruzes duronas poderiam descartar com desprezo.

“Disco Voador Visita Local da Bomba-A”, “Dois Jatos São Reportados em Perseguição de Disco Voador sobre Los Alamos”, Disco Voador é Reportado na Área da Fábrica da Bomba-H” – desde o local de testes em Nevada até a área de provas do Pacífico, no tempo que os militares eram nominalmente mais abertos com a imprensa do que são hoje, notas sobre a vigilância não autorizada estavam infestando os jornais por todos os Estados Unidos.  Hastings, como os leitores do seu livro estão cientes, está interessado nos caras dentro da questão, os veteranos das áreas de mísseis da Guerra Fria.  Há décadas afastados do serviço ativo e da possível retaliação, eles agora não só discutem o que viram, mas também como eles foram ordenados a não falar nada sobre o assunto.

UFO’s and Nukes” argumenta que o espaço aéreo pelas plataformas de lançamento dos Estados Unidos começou a ficar comprometido desde 1962.  “A equipe de segurança da Força Aérea, que mantinha guarda nestes locais sensíveis, reportaram ter visto objetos aéreos desconhecidos, geralmente descritos como tendo o formato de disco”, ele alega, “manobrando a baixa altitude e algumas vezes até mesmo pairando por sobre os silos de lançamento e instalações de controle de lançamento em todas as bases ICBM nos Estados Unidos”. Deixando assinaturas nos radares e os jatos interceptadores para trás, como consequência os ‘bogeys‘ (como eram chamados) se tornaram um problema de relações públicas.  “Oficiais militares confusos frequentemente tinham que lidar com estes incidentes inexplicáveis e alarmantes”, diz o documentário, “enquanto tentavam o melhor de si para manter os fatos ocultos de seus compatriotas estadunidenses, muitos dos quais acreditavam que o fenômeno dos OVNIs era um assunto absurdo, sem base na realidade”.

Mas Hastings coloca as testemunhas envelhecidas e agora não inibidas na frente da câmera, e suas histórias são frequentemente dramáticas.  Veja o Major reformado Gaylan King, cuja equipe de ataque na Base Ellsworth da Força Aérea em Dakota do sul, respondendo a um alerta de segurança em 1966, viu um objeto projetar um facho vermelho de luz sobre um silo subterrâneo.  “Eu presumo que eles estavam fazendo leitura de dados com aquele facho; ele não era destrutivo, pelo que eu saiba”, relembrou King. “Ele tinha que ser algo para coletar dados; tenho certeza que eles fizeram uma varredura de uma ogiva nuclear, ou algo assim”. Ou o ex-Capitão David Schindele, no mesmo ano, reportando como OVNIs desligaram mísseis na Base Minot em Norte Dakota: “Este foi um incidente muito sério“. E numa entrevista em áudio, o ex-Primeiro Tenente David Shuur relatou como – também em 1966, num incidente distinto – um console de controle de lançamento na Base Minot mostrou um míssil em contagem regressiva quando um OVNI apareceu.

Os testemunhos registrados e/ou notas de quatro homens, em 1967, respondendo ao desligamento de 10 ICBMs na Base Malmstrom no estado de Montana repudiam as confirmações do Major Hector Quintanilla, chefe do Projeto Livro Azul, o qual declarou que o fenômeno “não apresenta uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos”.  Mas não eram somente os Estados Unidos que estavam negando. “UFOs e Nukes” fala sobre documentos pós-soviéticos e testemunhos frisando os incidentes assustadores que ocorreram a meio mundo de distância, inclusive uma ativação de sequência de lançamento na Ucrânia, atribuida a uma atividade de OVNIs.

Estatisticamente, o que separa esta narrativa de muitas outras que muitas vezes apelam para o sensacionalismo é a sua apresentação equilibradamente modulada.  Verdade, há reconstituições históricas incluídas, e a computação gráfica empregada aqui levou grande parte do orçamento da produção de US$ 145.000.  Mas eles a empregaram ponderadamente e não de forma distrativa quanto os fracassos espetaculares que caracterizaram muitos dos programas de TV a cabo.  Talvez seja impossível montar um documentário sobre O Grande Tabú sem utilizar efeitos especiais.  O National Geographic usou computação gráfica com grande precisão em 2010 para mostrar o fenômeno das Luzes de Fênix em 1997.  De qualquer forma, Hastings conseguiu ir bem longe com um orçamento econômico.

Novamente, muito do programa “UFOs e Nukes” cobre um território que muitos acharão familiar.  Mas no final, o documentário não é para este tipo de público. Hastings está procurando por ainda mais testemunhas militares, e ele finaliza o programa com sua informação de contato na Internet.  Levando este projeto para uma ampla e diversificada audiência é um desafio óbvio.  Mas se ele puder persuadir veteranos que estão em silêncio a contribuir com peças adicionais à este quebra-cabeças, talvez isso irá gerar o tipo de barulho que nem mesmo a mídia corporativa possa ignorar.

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