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Estaríamos próximos de obtermos um motor de ‘dobra espacial’?

Em meados do ano passado (2014), Harold “Sonny” White, um cientista da NASA, apresentou uma renderização artística de uma espaçonave capaz de viajar através da galáxia.  Essa espaçonave era teórica, mas a pesquisa por detrás dela era real.  Por anos, White havia estado explorando as possibilidades reais de viajem como na série “Jornada nas Estrelas”.  Ele até mesmo batizou sua nave de IXS Enterprise.

Uma vez considerada coisa de ficção científica, esta forma de viagem agora é geralmente aceita como uma possibilidade matemática.

Os sonhadores estão lá fora.  Eles participam de convenções espaciais, frequentam discussões online, e acreditam que as questões para solucionar os obstáculos possuem respostas.  Você só precisa saber aonde olhar, porque talvez a chave para desbloquear este mistério cósmico será encontrada num lugar onde ninguém espera.

Como por exemplo, na garagem de David Pares.  Você pode chamar Pares de um daqueles sonhadores, embora o que ele faz vai muito além de somente conversar online.

Alguns caras despendem seu tempo livre restaurando automóveis, devotando os espaços em suas garagens para os Corvettes e Camaros sem movimento.

Pares está desenvolvendo seu próprio motor de ‘dobra espacial’.  E ele fala com a maior naturalidade a respeito da “compressão do tecido do espaço“.

O laboratório de Pares não é um hangar convertido, ou um barracão com controle climático.  O laboratório de Pares, que é o quartel general para seu projeto “Space Warp Dynamics“, está anexado à uma área de tamanho médio na casa onde ele mora com sua esposa e seu gato.  Ele é dividido pela metade, cada lado grande o suficiente para acomodar um carro compacto.  Ele é quente no verão e frio no inverno.  É uma garagem.

Em média, Pares despende um par de horas por dia ali, quase todo o dia da semana.  Para dobrar o tecido do espaço, ele senta na frente de uma bandeja de instrumentos, girando botões e olhando de vez em quando para uma gaiola de Faraday, onde um peso de quase 7 quilos está pendurado dentro de uma caixa eletricamente isolada.  Fora da caixa há um estranho instrumento constituído de painéis em forma de ‘V’.  O instrumento em si é a mais recente versão do que Pares acredita ser o primeiro motor de dobra espacial do mundo.

Ele gira para o lado e aponta para a parte de trás da porta de sua garagem, onde um laser vermelho – apontado para o peso e refletido de volta contra a porta para demonstrar os movimentos que ocorrem na caixa – muda de sua posição original.  Vagarosamente, em pequenos incrementos, o peso é atraído em direção do motor em forma de ‘V’.

Supõe-se que isto não possa ser feito“, diz Pares.

A somente 100 watts de força, ele alega que um campo elétrico está levemente condensando o espaço em frente ao motor.

Não foram muitas as pessoas que presenciaram isto.  Algumas delas não estão dispostas a olhar.  Pares tem submetido artigos para jornais e propostas para convenções.  Quando ele recebe uma rara resposta, dizem a ele que sua descoberta é “prematura”.

Está muito longe, ele não irá conseguir financiamento para fazer isto“, diz Jack Kasher, um professor aposentado de física da Universidade de Nebraska, em Omaha.  “Se for para ser feito, terá que ser feito na garagem dele.

Antes de ler o trabalho de Pares, Kasher pensava que a ideia era “ridiculamente impossível“.

Agora ele acredita que este instrutor adjunto de 62 anos de idade tem algo em suas mãos.

Muitas pessoas descartam-no de cara , mas eu acho que ele cruzou algum tipo de ponte aqui“, diz Kasher. “Ele somente está mostrando que isto é possível com uma energia razoável. Não me surpreenderia se a NASA acabar se juntando a isto.”

Ele traça uma analogia: Antes da era da aviação moderna, numa época quando o voo humano era impossível, havia os irmãos Wright mexendo com isso em sua oficina de bicicletas, dando os pequenos passos que tornaram possível tudo que se seguiu.

A maioria das pessoas concordaria que uma viagem a outras estrelas seria muito legal. Levaria também muito tempo.  Para tornar tal viagem viável, uma espaçonave teria que se mover mais rápido do que a velocidade da luz.  Infelizmente, Einstein nos disse que para colocar uma espaçonave para se mover à velocidade da luz, precisaríamos de energia infinita, e ir além dessa velocidade seria impossível.

Mas então, em 1994, o físico teórico mexicano, Miguel Alcubierre, conseguiu um atalho.  Ao artificialmente dobrar o espaço – essencialmente pegando um pedaço de tecido em dois pontos diferentes e juntando-os – uma nave poderia viajar incríveis distâncias enquanto evitaria o problema da velocidade da luz.

Em tese, um motor de dobra contrai o espaço em frente da nave e o expande na parte traseira.  A nave, por si mesma, fica parada dentro daquilo que é chamado de uma “bolha de dobra”.

É nesta direção que a NASA está trabalhando, embora ela tenha encontrado aquele problema sobre as enormes (e possivelmente inexistentes) formas de energia requeridas.

Pares tem uma ideia completamente diferente.  Ele acredita que as bolhas de dobra já ocorrem. Por décadas ele tem sido atraído pelos estudos de casos de pilotos que aparentemente foram jogados para fora de seus trajetos e, em alguns relatos, projetados para centenas de quilômetros à frente, enquanto tentavam navegar através de tormentas.  Ele é especialmente apaixonado pela história de Bruce Gernon, um piloto experiente, que em 1970 voou para dentro da região que é comumente chamada de Triângulo das Bermudas.  Encarando uma tormenta medonha, Gernon virou sua aeronave em direção daquilo que parecia ser uma pequena brecha nas nuvens, e acabou emergindo 160 quilômetros à frente de onde ele deveria estar.

Pares teoriza que aquilo que pilotos como Gernon realmente experimentam é uma dobra espacial local, criada pela imensa energia elétrica dentro das tormentas.

Ele acabou replicando tal campo elétrico, em níveis de baixa energia, em sua garagem.  Numa série de experimentos, ele almejou um laser para dentro do núcleo de uma campo e observou uma compressão do facho.  Desde então, ele focou sua atenção na criação de uma motor real de dobra espacial – aqueles painéis em forma de ‘V’ – que geram o mesmo efeito.

Eu não sei se irei conhecer alguém tão dedicado quanto ele“, diz Matt Judah, um candidato a doutorado em física na Universidade Estadual do Colorado e aliado mais próximo de Pares neste projeto.

Judah compreende que os outros serão relutantes em acreditar no projeto. Mas ele acredita.

A ciência está lá fora na natureza“, diz ele. “Você só tem que reconhecer o padrão e perceber que esta é a forma que o mundo trabalha.

Para Pares, o próximo grande passo virá no próximo verão (no hemisfério norte).  Além de refinar seu motor, ele tem estado construindo uma espaçonave de 2,1 metros por 2,1 metros, chamada de Blue Bird II.  Ele admite que seja somente para mostrar.  A nave não sairá dos limites de sua rampa de garagem.  Mas usando o mesmo princípio em seu experimento, ele pretende levantar a nave alguns centímetros do solo.

Isso é o que as pessoas querem ver“, diz ele. “Elas querem ver ‘Jornada nas Estrelas.‘ ”

Veja abaixo, um vídeo em inglês de uma reportagem feita com Pares, talvez o homem que será reconhecido futuramente como o “Pai da Dobra Espacial”.

n3m3

Fonte: www.omaha.com

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