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Elevador cósmico pode alcançar o espaço em cabos feitos de diamante

Quer subir de elevador até o espaço? Apesar desta ideia já ter surgido há mais de 100 anos, um avanço em nanotecnologia pode significar que iremos andar de elevador até o espaço, com um cabo feito de diamantes.

Os cientistas da Penn State University, nos EUA, liberaram uma trabalho de pesquisa no mês passado que mostrou uma forma de produzir “nanofios de diamantes” ultrafinos, os quais possuem a dureza e resistência maior do que qualquer nanotubo ou polímero de hoje.

John Badding, um professor de química daquela universidade, disse à CNN que sua equipe fez um avanço tecnológico enquanto examinava as propriedades das moléculas de benzeno e que tomou 18 meses estudo para fazer sentido daquilo que a equipe estava vendo.

“É como se um joalheiro incrível juntasse os menores diamantes possíveis para formar um longo colar em miniatura”, disse Badding. “Devido ao fato deste fio ser feito de diamantes, esperamos que ele irá se provar extraordinariamente duro, extraordinariamente forte, e extraordinariamente útil…  …Um de nossos sonhos mais audaciosos para nanomateriais que estamos desenvolvendo é que eles poderiam ser usados para fazer cabos super-fortes, o que tornaria possível a construção de um “elevador espacial”, que hoje só existe como uma ideia de ficção científica.

A empresa japonesa de construção Obayashi já está investigando a viabilidade de um elevador espacial, visualizando uma estação espacial ligada ao equador por um cabo de 96.000 quilômetros feito de nanotecnologia de carbono.

A estação espacial orbitaria a Terra numa posição geoestacionária, com o cabo amarrado de forma esticada devido a força centrífuga da rotação da Terra – da mesma forma que um arremessador de martelo gira o mesmo nas Olimpíadas.

Carros robóticos com motores magnéticos levariam 7 dias para alcançar a estação espacial, levando carga e pessoas até o espaço numa fração dos custos atuais.

De acordo com o International Space Elevator Consortium (ISEC), o cargo enviado ao espaço custaria somente centenas de dólares por quilo, ao invés dos US$20.000 por quilo que custa com a tecnologia por foguete.

O elevador espacial não é a única tecnologia sendo investigada para a não utilização de foguetes a fim de enviar objetos ao espaço  No passado, a NASA pesquisou várias tecnologias para o envio de objetos até o espaço, que vão deste artilharia de alta velocidade, até projetos de trilhos com levitação magnética (ou maglev); e hoje analisa a usabilidade de um sistema um tanto bizarro, chamado de Slingatron.

n3m3

Fonte das informações: edition.cnn.com

Colaboração: Oroshi

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