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Hubble fotografa asteroide se fragmentando misteriosamente

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O Telescópio Espacial Hubble capturou uma sequência de imagens de algo nunca visto antes: um asteroide se fragmentando.  O Asteroide P/2013 R3 foi observado como um objeto ‘ofuscado’ em setembro de 2013.  Em outubro daquele ano ele tinha se fragmentado em três pedaços menores.  Observações em janeiro de 2014, feitas com o Telescópio Hubble, mostraram 10 pedaços.  Cada pedaço possui uma cauda similar à de cometas.

Os núcleos gelados de cometas frágeis têm sido vistos se fragmentando à medida que esses corpos se aproximam do Sol, mas asteroides não são, por definição, corpos gelados frágeis.  No caso do asteroide P/2013 R3, estes são pedaços de rocha ou metal.

David Jewitt da UCLA, que lidera um investigação astronômica, disse: “Esta é uma rocha.  Vê-la partindo ante nossos olhos é muito espetacular“.

Os dados do Hubble mostram que os fragmentos estão se distanciando entre si à taxa de 1,5 quilômetros por hora – mas lentamente do que a caminhada de um humano.

Jessica Agarwal, do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, disse: “Esta é uma coisa realmente bizarra de se observar – nunca vimos nada como isto antes.  A fragmentação pode ter muitas causas diferentes, mas as observações do Hubble são detalhadas o suficiente para podermos localizar o processo responsável por isto“.

Os cientistas dizem que a contínua descoberta de mais fragmentos torna improvável a possibilidade de que o asteroide esteja se desintegrando devido a colisão com outro asteroide, o que seria instantâneo e violento em comparação com o que tem sido observado.

Também é improvável que o asteroide esteja se fragmentando devido à pressão do gelo interior quando se aquece e vaporiza.  O objeto é frio demais para a sublimação do gelo, e ele, presumivelmente, tem mantido a distância de 480 milhões de quilômetros do Sol por muito do período da existência de nosso sistema solar.

Só resta o cenário no qual o asteroide esteja se desintegrando devido ao efeito sutil da luz solar, que faz com que a taxa de rotação da rocha aumente vagarosamente por sobre um período de tempo.

Para que a desintegração pudesse ter ocorrido, o P/2013 R3 teria que ter um interior fraturado e fraco, provavelmente como resultado de inúmeras colisões antigas, não destrutivas, com outros asteroides.  Acredita-se que a maioria dos asteroides pequenos tenham sido severamente danificados desta forma.

Assim, o P/2013 R3 é provavelmente o produto da colisão de um corpo maior, que deve ter ocorrido no último bilhão de anos.

Os astrônomos afirmam que a maior parte do P/2013 R3 irá finalmente mergulhar no Sol.  Mas algumas das partes serão fonte de chuvas de meteoros futuras que podem até mesmo um dia cortar os céus da Terra.

Já, a minha fértil imaginação não pôde deixar de pensar que alguém que estava explorando os minérios do asteroide o partiu em pedaços para alcançar algum veio de metal preciso.

Mas é claro, é só a minha imaginação mesmo para pensar algo assim. 🙂

n3m3

Fonte: earthsky.org

Colaboração: Geekgata

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