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Sim, existe uma chance de estarmos sós no Universo

 

Tudo isso só para nós?

Tudo isso só para nós?

Seja por questões religiosas, científicas, ou filosóficas, muitas vezes sou encarado por céticos que sustentam a hipótese de estarmos sós no Universo, os quais insistem em tentar me convencer de seus pontos de vista, como se fossem eles os donos de toda a verdade. 

Quanto a alguns religiosos que assim pensam (pois me parece que a maioria deles já aceita a ideia de não sermos ‘o rei da cocada preta’ no Universo), suas defesas vão desde a de quesomos exclusividade de Deus no âmbito material, até a de quequalquer coisa que se manifeste fora da Terra é coisa do demônio, como se o seu Criador tivesse isolado a Terra e deixado o resto do Universo aberto para ser infestado pelas forças do mal

Mas, obviamente, como qualquer declaração não fundamentada em fatos ou provas, estas não passam de posicionamentos individuais de cada um.  Reitero porém, que mesmo assim todos esses diferentes e divergentes posicionamentos devem ser respeitados, pois cada indivíduo tem o direito de acreditar naquilo que queira.  Estando certo ou errado, a carga a ser suportada é de cada um.

Já para aqueles que se apegam exclusivamente aos fatos e provas científicas, desconsiderando aquilo que a literatura ovniológica / ufológica tem mostrado durante décadas (ou até mesmo os relatos e indícios desde a história antiga da humanidade), se desde que se conhece as dimensões do Universo já ficou difícil dizer com segurança que a Terra é o único planeta abençoado com vida nesta imensidão, imagine agora com todas estas notícias oriundas de astrônomos, as quais confirmam a existência de mais de 1500 planetas fora de nosso sistema solar, com alguns destes mundos dentro da zona habitável de suas estrelas.  (Para quem não sabe, a zona habitável de um sistema solar / estelar é aquela onde um planeta, pela distância de sua estrela mãe, conseguiria manter a água no estado líquido, a fim de possibilitar a existência de vida, tal qual a conhecemos.)

Vale lembrar que somente foi estudado uma porção ínfima de toda a abóbada celeste e que certamente, com o aprimoramento dos telescópios e equipamentos de pesquisa, o número de planetas confirmados irá escalar às dezenas de milhares na próxima década, indicando assim, do ponto de vista científico, que a questão de existir vida fora de nosso minúsculo planeta já esteja matematicamente confirmada.

Baseados nestes fatos, os astrobiólogos pelo mundo afora já têm sugerido a existência de até 40 bilhões de planetas habitáveis (propícios à vida), somente na nossa galáxia – a Via Láctea.  Sem mencionar a famosa Equação de Drake, que nos indica ser impossível que não haja vida lá fora, e não o contrário. E lembre-se, a Via Láctea é somente uma galáxia entre bilhões (até onde pudemos ver) existentes no Universo.

Incrivelmente, embora hoje em dia sejamos constantemente confrontados com todos estes fatos científicos, além de toda casuística ovniológica / ufológica transmitida por pessoas fidedignas, tais como astronautas e até mesmo cientistas de agências espaciais, ainda há os alegados homens da ciência e céticos que agem como São Tomé: só acreditam se o fato vier e se esfregue em suas caras. 

E como se todos estes pontos de vista ainda não bastassem, entre muitos outros há ainda aqueles que seguem o “Princípio Antrópico”:

Por que o Universo está aqui?  Porque nós estamos aqui.  O Universo é como é, porque ele é feito para gerar vida inteligente.  Esta visão levou à formulação do Princípio Antrópico (em 1981), o qual proclama que o Universo é a casa do homem.  Sua composição, sua estrutura e sua dinâmica foram perfeitamente balanceadas para permitir a vida emergir.  À medida que procuramos cada vez mais profundamente na estrutura fundamental da evolução cósmica, estamos mais e mais convencidos de que “as coincidências” podem não ser tão coincidentes… O Universo trouxe a vida para celebrar a si mesmo.  Somos parte desta glória.  Não negamos nosso lugar especial, nem tampouco somos desnecessariamente arrogantes sobre este fato.  Simplesmente acontece que somos parte deste Universo que floresce.  Negar este espaço especial para o Homo sapiens em nome de uma ideologia anti-antropocentrista é uma nova forma de misantropia baseada em estupidez; é, de fato, uma forma de arrogância invertida. (Skolimowski, 1991, p53-54)*

Assim, como editor deste blog, proponho algo para aliviar as mentes atormentadas por todas estas questões filosóficas, científicas e religiosas.  Há sim uma chance de que sejamos os ‘reis da cocada preta’ em todo o Universo.  De que não haja nenhuma vida lá fora. Uma chance única de que sejamos só nós aqui na Terra e mais nada em toda esta vastidão e desperdício de matéria e espaço.

E qual seria esta chance única de não haver mais ninguém lá fora? 

Muito simples: Tudo que se vê lá fora além de nosso sistema solar, além de todos os corpos celestes que até agora pudemos realmente tocar, não passa de uma ilusão de ótica, projetada para ludibriar a nós, solitários humanos. Tudo isso que achamos que estamos vendo não é nada mais do que uma peça pregada em nós, para ficarmos nos remoendo dentro destas questões existenciais para todo o sempre.

Mas sabe o quê?  Eu fico mesmo é com a minha convicção de que a Força que construiu toda esta imensidão não gosta de desperdiçar material e que, assim como na Terra, também é no céu.  Há vida aqui, e há vida por todo o lá.

O umbigo do Universo fica mais embaixo… mas posso estar redondamente enganado.

n3m3

*Skolimowski, Henryk. Dancing Shiva In the Ecological Age. Delhi: Clarion Books , 1991.

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