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Exoplaneta é descoberto com atmosfera rica em água

 

Artigo recém publicado no site da Folha de São Paulo, escrito por Salvador Nogueira:

Concepção artística da estrela Gliese 1214, em azul, com o planeta GJ 1214b passando à sua frente, em preto.

Concepção artística da estrela Gliese 1214, em azul, com o planeta GJ 1214b passando à sua frente, em preto.

Um grupo de astrônomos diz ter detectado a assinatura da atmosfera de um planeta que não tem análogo no Sistema Solar. E ela seria rica em água.

O trabalho foi liderado por Norio Narita, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, e usou dois instrumentos do Telescópio Subaru para investigar uma superterra ao redor da estrela anã vermelha GJ 1214, localizada a 40 anos-luz da Terra. Infelizmente, esse mundo é quente demais para abrigar vida.

As superterras são planetas com tamanho intermediário entre os menores gigantes gasosos do Sistema Solar (Urano e Netuno) e os maiores planetas rochosos (Terra e Vênus).

Como não há correspondente em nosso sistema planetário, os astrônomos têm vários modelos de como podem ser esses mundos. Agora, com essa nova observação, eles parecem ter mais segurança de que não se trata de uma versão em miniatura de Netuno.

“Se fosse igual ao nosso Netuno deveria ter mais hidrogênio”, afirma Cássio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) que não se envolveu com a pesquisa.

TRÂNSITO

Os pesquisadores têm a chance de analisar a atmosfera do planeta porque ele passa à frente de sua estrela periodicamente, num fenômeno conhecido como trânsito.

A luz da estrela, ao passar de raspão pelo invólucro gasoso daquele mundo, carrega sua “assinatura”, que pode ser analisada pelos cientistas.

Contudo, não é fácil distinguir suas particularidades. O que os cientistas conseguiram ver é que não ocorre um espalhamento da luz que seria esperado se a atmosfera fosse rica em hidrogênio.

Sobra, portanto, o modelo que se apoia na grande presença de água. Mas os dados ainda não sugerem isso com absoluta confiança.

Por isso, os pesquisadores pretendem continuar observando, na esperança de obter mais medições que confirmem essa conclusão. O trabalho foi publicado no “Atrophysical Journal”.

– SALVADOR NOGUEIRA

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Colaboração: paulotargent

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