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A Espiral do Silêncio na Ufologia – Parte I (Espaço do Leitor)

Dando continuidade à abertura aos nossos leitores para que exponham suas ideias aqui no OVNI Hoje, abaixo está o interessante ponto de vista de nosso leitor FACEPALM, o qual será publicado em duas partes, com a segunda parte divulgada amanhã:

espiral do silencioA ESPIRAL DO SILÊNCIO NA UFOLOGIA (Parte I)

São diversos os desafios dos ufólogos e ufófilos (termo recém-inventado para designar os simpatizantes de estudo dos ovnis) para que o tema seja tratado com maior seriedade e profundidade por toda a sociedade.

Com base nos diversos vídeos e textos sobre o assunto, cheguei à conclusão de que um dos grandes entraves para que ocorra a desejada divulgação da realidade quanto aos seres alienígenas* provém da própria sociedade, além dos meios de comunicação de massa.

* Não concordo com o termo “desacobertamento”, mas vou deixa-la no texto por simplicidade.

Permita-me embasar minha teoria, apresentando outra (esta sim é, de fato, científica) chamada espiral do silêncio (por wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Espiral_do_sil%C3%AAncio). O assunto é interessante e vale a pena ler até o fim (mas caso queira, leia somente até o quarto parágrafo, ou as partes destacadas):

Espiral do silêncio é uma teoria da ciência política e comunicação de massa proposta pela cientista alemã Elisabeth Noelle-Neumann.

É a hipótese científica de sucesso, segundo a qual há uma ideia de espiral que explicita a dimensão cíclica e progressiva dessa tendência ao silêncio.

Quanto mais minoritária a opinião dentro de um universo social, maior será a tendência de que ela não seja manifestada.

Quando os meios de comunicação, diante de um escândalo político, impõem uma imagem desfavorável de seu protagonista, essa opinião será dominante no universo social que eles atingem. Apesar de haver vozes minoritárias discordantes, haverá uma tendência de que elas se calem. Quando parte desse grupo se cala, a opinião discordante, que já era minoria, se torna ainda mais minoritária, e a tendência ao silêncio é ainda maior.

Estudos sobre a Espiral do Silêncio começaram na década de 60. Essa teoria foi proposta especificamente a partir das pesquisas da alemã Elisabeth Noelle-Neumann sobre os efeitos dos meios de comunicação de massa.

Na Alemanha, entre 1965 e 1972, durante as campanhas eleitorais Noelle-Neumann percebeu uma súbita mudança de opinião, dos eleitores, na reta final do processo de eleição. De acordo com seus estudos, ao mudar de opinião, os eleitores buscavam se aproximar das opiniões que julgavam dominantes.

A ideia central desta teoria situa-se na possibilidade de que os agentes sociais possam ser isolados de seus grupos de convívio caso expressem publicamente opiniões diferentes daquelas que o grupo considere como opiniões dominantes. Isso significa dizer que o isolamento das pessoas, de afastamento do convívio social, acaba sendo a mola mestra que aciona o mecanismo do fenômeno da opinião pública, já que os agentes sociais têm aguda percepção do clima de opinião. E é esta alternância cíclica e progressiva que Noelle-Neumann chamou de Espiral do Silêncio (LAGE, 1998, p. 16) .

Existe uma tendência de acompanhar a opinião da maioria das pessoas, talvez por medo do fator isolamento, isto pelo fato de, em geral, a sociedade exigir uma certa conformidade com o tema em discussão. Este cenário tem a finalidade de manter-se um mínimo de unidade para garantir coerência.

Assim, a Teoria da Espiral do Silêncio procura explicar a influência da opinião pública nas opiniões de cada indivíduo. A mesma mídia que diz publicar o que é de opinião pública é aquela que é indiferente à população quando esta precisa. A Teoria do Espiral do Silêncio nos ajuda a entender como a mídia funciona em relação à opinião pública e como ela silencia suas ideias.

Um exemplo clássico ocorre na infância/adolescência, quando o professor pergunta “quem tiver alguma dúvida, levante a mão!” e, mesmo alguns permanecendo com dúvidas, preferem preservar o silêncio, a correr o risco de se destacar negativamente do grupo (obviamente, ainda há o fator timidez neste caso).

Outro breve exemplo são os spams eletrônicos que são propagados por sofrerem do mesmo mal: por falta de questionamento sobre o assunto (preguiça de pensar?) e em respeito à coletividade (já que se tem tanta gente mandando o e-mail é porque deve ser verdade) as pessoas preferem colaborar dando continuidade às correntes.

Quando o tema é ufologia, este problema fica ainda mais forte e evidente. Observa-se nos próprios comentários deste site: os que discordam do assunto são os que mais se expõem e criticam, pois estão em conformidade com o senso comum da sociedade, sentindo-se blindados de qualquer contra argumentação (esta mesma blindagem o impede de enxergar o assunto mais a fundo, com maior critério). Estão numa posição de conforto, mas sem conhecimento mais aprofundado do caso.

Aliás, pergunto-me o que estas pessoas com aparente conhecimento acumulado, com propriedade para desmitificar qualquer evento ufológico em poucas palavras (balão meteorológico, pipa, cometa, avião, estrela, fake) está fazendo num site de ufologia. Parece aquela piada do português que lê, nos classificados de um jornal qualquer, a seguinte notícia: “precisa-se de motorista” e ele vai até esta empresa que está ofertando o emprego só para dizer que não conte com ele… É tão esquisito quanto participar de um fórum religioso sendo ele ateu.

Retornando ao tema central, pergunte a uma mulher que nada saiba sobre o esporte qual é o melhor jogador de futebol de todos os tempos?  De cara, responderá que foi Pelé (a menos que ela seja argentina, pois responderia Maradona). Perceba que ela responderá isto sem nenhum embasamento teórico, mas estará em conformidade com o pensamento coletivo. Enfim, tomamos por certo o que pensamos que a maioria pensa.

Como consequência desta prática, pode haver certa indução do pensamento coletivo para determinada opinião, mesmo que esta opinião esteja incorreta! Vê-se isto no dia a dia, mas as pessoas sequer fazem um questionamento sobre o tema, justamente sob receio de “discriminação”, ou por puro comodismo. Afinal, se a aquela emissora disse, é porque é verdade. Não se questiona nem porque aquela reportagem apareceu justamente hoje (perceba o interesse oculto por trás de uma matéria). Poderia citar exemplos gerais, mas que fugiriam do núcleo do assunto (caso queira, leia isto para um melhor entendimento http://direitasja.com.br/2012/06/07/como-a-espiral-do-silencio-pode-ser-aplicada-2/).

Retornando ao tema em tela, analisemos com critério o caso mais clássico da ufologia contemporânea, o do acidente em Roswell. Lá, percebe-se que foi com base nesta teoria que as autoridades militares resolveram tratar o acidente (e nunca mais parou, pelo visto). Se inicialmente, houve um “boom de sinceridade” tratado nas rádios e jornais locais, durante os dias subsequentes se investiu em contrainformação. De início, afirmaram tratar-se de um balão meteorológico. Mas a dúvida se manteve, a pressão no governo aumentou. Então uma nova versão surgiu. O jornal “The Evening Reporter” publicou em seguida que universitários brincalhões criaram um disco voador como pegadinha. A Associated Press, em 30 de julho de 1951, na Filadélfia, publicou que dois cientistas associaram os “discos [voadores]” a fatores climáticos. O tempo foi passando, as explicações foram se concretizando no pensamento coletivo e hoje quem se opuser a esta opinião, passa a ser exceção e motivo de chacotas. Pode até ser que alguém tenha opinião diversa, mas, como nos tempo de escola, quem aqui está disposto a levantar a mão?

Em suma, na espiral do silêncio, os indivíduos buscam a integração social através da observação da opinião dos outros, procurando se expressar dentro dos parâmetros defendidos pela maioria com a intenção de evitar o isolamento. Nesse sentido, as pessoas tendem a esconder opiniões contrárias à ideologia majoritária, dificultando assim a mudança de hábitos com a finalidade da manutenção do seu status social.

Quero deixar claro que a “espiral do silêncio” não se resume a um “Maria vai com as outras” ou que “a coletividade é burra”. Muito menos que ela seria o pretexto ideal para uma teoria da conspiração. Aliás, tudo que se opõe ao que a sociedade considera como correta é considerada como uma afronta à realidade, e seria algo tão impossível de acontecer, que já é taxada como teoria da conspiração. De fato,é a mídia que faz uso deste termo tão “exagerado”, como se fosse algo impossível de acontecer, justamente como forma de ridicularizar ideias opostas ao que ao senso majoritário.

A espiral do silêncio é um fenômeno científico social e É APLICADO principalmente na política e no jornalismo como ferramenta para mudança da opinião pública.

Portanto, antes de criticar alguma opinião minoritária, tente formar uma base de conhecimento sobre o assunto. Com certeza, nem tudo que é dito aqui (ou em qualquer outro local) é a mais pura verdade. São observações, relatos, e cabe a nós discernir o que tende a ser verdade e o que tende a ser manipulação da realidade. Mas este mesmo questionamento deve ser posto em prática, também, para aquilo que parece óbvio ou de consenso comum.

-FACEPALM

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