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A vida mais robusta encontrada na Terra

Líquen enviado ao espaço: Duro de queda.

Você pode congelá-la e então derretê-la, secá-la e a expor à radiação, mas a vida ainda sobrevive.  A pesquisa da European Space Agency – ESA na Estação Espacial Internacional está dando credibilidade às novas teorias de que a vida está vindo do espaço sideral – bem como está ajudando a criar melhor cremes de proteção solar.

Em 2008 os cientistas enviaram um pacote de experimentos Expose-E, do tamanho de uma mala de viagem, para a Estação Espacial.  O experimento estava repleto de compostos orgânicos e organismos vivos, a fim de testar suas reações ao espaço.

Quando os astronautas saíram para a caminhada espacial, horas foram despendidas em preparação dos trajes espaciais que os permitiriam sobreviver às condições hostis encontradas fora da estação.  Contudo, nenhum esforço foi feito para proteger as bactérias, sementes, líquens e algas que foram colocadas para fora da Estação Espacial.

Estamos explorando so limites da vida“, explicou René Demets da ESA.

Expose-E.

Nossa atmosfera desempenha um trabalho maravilhoso nos protegendo dos raios nocivos UV,  mantendo as temperaturas relativamente estáveis.

Em contraste, as amostras expostas ao espaço ficaram expostas à força total do Sol. Elas foram parcialmente isoladas pela Estação Espacial, mas ainda tinham que enfrentar as temperaturas que mudavam de –12ºC para +40ºC, mais de 200 vezes à medida que a nave orbitava a Terra.

As amostras retornaram à Terra em 2009, e os resultados foram agora publicados na edição especial da publicação Astrobiololgy.

Os líquens provaram ser os durões.  Após regressarem à Terra, algumas espécies continuaram a crescer normalmente.

René explica: “Estes organismos entram em um estado dormente, esperando por melhores condições“.

Os musgos atraíram o interesse das companhias de cosméticos.  Estes organismos podem sobreviver à força total do Sol por 18 meses, assim um estudo maior sobre eles poderia levar à descoberta de novos ingredientes para cremes protetores solar.

Organismos vivos sobrevivendo ao espaço sideral aberto, dá apoio à idéia da ‘panspermia’ – vida se espalhando de um planeta para outro, ou entre sistemas solares.

Parece possível que organismos poderiam colonizar planetas, pegando caronas em asteróides.  A ESA estará investigando mais além esta intrigante teoria, em futuras missões na Estação Espacial, com diferentes amostras.

Tradução: n3m3

Fonte: www.esa.int

Colaboração: Sapo Cururu

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